quarta-feira, 6 de novembro de 2013

castanha doce.


Jamais esquecerei do sorriso da menina que
Um dia conheci num turbilhão de pessoas
Lamentando-se do passado ou do que viria.
Irradiando alegria, ela mudou o que havia em volta.
Ascendeu o apagado e encheu o vazio,
Nasceu onde morrera e
Abriu caminhos não mais percorridos.

Rabiscando passos, percebi não ser só uma menina.
O que tinha se tornado era algo maior,
Digno de uma mulher; uma verdadeira guerreira.
Rabiscando gestos, percebi que,
Ingenuamente, és uma menina-mulher...
Gigante por fora e por dentro.
Unicamente porque sabes que assim és mais forte.
E porque podes o que queres e quando queres,
Sem a preocupação das coisas futuras.

Como se tivesse um sol no coração,
A menina entre as inúmeras pessoas cegas pelo antigo e pelo novo
Sabia da importância do viver pelo viver, e
Tudo ao seu redor era único, como ela
A graça das palavras que saíam daquela boca
Não estava no simples falar, mas sim no
Hábito de as entender na sua ingenuidade e na visão de que
A vida que só faz sentido se a menina ainda não se sente uma mulher por completo.

(escrito de 2005 tão cheio de palavras ingênuas quanto de amor pela inspiradora delas)

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