Para si e todos ao redor.
Mas faz pose de durão e inconsequente.
Aos 50, mais parece um garotinho.
Quer atenção a qualquer custo.
Tem birra, grita, esperneia.
Ameaça bobagens, bate portas, deixa o portão da casa aberto.
Entre uma coisa e outra, abala duas...três gerações.
E acaba ferindo alguém.
Mas não no corpo.
Machuca na alma.
E daquele tipo de ferida difícil de cicatrizar.
Que só o tempo fecha.
Enquanto isso não acontece, corações ficam angustiados.
Preocupam-se com as chances de um desastre.
Ou de uma redenção.
Redenção que, a esta altura, seria milagre.
E qual o problema de ser milagre?
Eles acontecem todo dia.
A todo instante.
Sob os nossos olhos.
A gente que teima em não enxergar.
O de Roberto está perto.
É só espremer um pouco a retina.
A dele, principalmente.
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