quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Estrela precoce.

O sorriso era só máscara.
Por dentro, o rapaz estava moído.
Até tentou enxergar algo de bom.
E conseguiu em alguns momentos.
Mas não foi o suficiente para continuar a caminhada.

Foi o suficiente apenas para abrir mão de tudo.
Das mãos dadas;
dos encontros furtivos;
dos afagos;
do horizonte prestes a descortinar.
Da vida.

Saltou rumo ao desconhecido.
Preferiu assim a sentir novamente a angústia que lhe sufocava o peito.
Para isso, foi mais corajoso do que o de costume.

Ao invés de contar estrelas aqui embaixo, tornou-se uma.
Daquelas precoces.
E vai brilhar muito.
Para sempre.

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