Envelheceu uma vida em três anos.
Só sofreu enquanto isso.
Não só no corpo.
A alma também foi rasgada.
Ver aquela mulher sempre aflita ajudava no recrudescer.
Deixava os traços pueris do rosto ainda mais sisudos.
E olhe que ela fazia de um tudo para apenas sorrir na frente do pequeno.
Passar mais da metade da curta caminhada pendurado no fio da morte deixou-o assim.
Por mais que houvesse chance de renascer.
Ele lutou.
Além do que pode até.
Foi fortaleza sem qualquer muralha física ao seu redor.
Mas inclusive fortalezas sucumbem.
Sem o pequeno, resta à mulher reconstruir sua própria muralha.
Ela caiu junto com a ida do pequeno.
E isso é coisa que só o tempo trata.
Logo vem o "acostumar" com a saudade.
Deixar de senti-la, jamais.
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