O porte físico esconde a verdadeira força.
Apesar de franzina, ela carrega mundos nas costas.
Três.
O da filha é o mais leve.
Ainda está cheio de sorrisos; ingenuidade; alegria gratuita.
Não conhece o peso da cadeira de rodas sobre a qual o pai está.
Nem entende que ele já teve o domínio das pernas, quadril, braços e dedos.
O do companheiro é o de carga mediana.
Mas não só pelo peso da cadeira de rodas.
É por todo o resto.
Os sonhos frustrados, os passeios adiados (nunca cancelados), as risadas substituídas pelo silêncio...
É dela o mundo de maior fardo.
Afinal...nem todo mundo lida bem com reviravoltas.
Em especial se elas acontecem numa cama elástica e subjugam os desejos de mulher; mãe; ser humano a quase nada.
Mas Ozivani é, antes de tudo, apaixonada.
Incondicionalmente.
E pretende ficar ao lado do único homem que teve na vida até para sempre.
Mesmo que não haja cura.
Há esperança.
Queria uma crônica pra mim... quanta pretensão kkkk
ResponderExcluirEssa é linda. A minha preferida, até hoje kk
bjssssssssssssssssssss