Mas já quis ser de um tudo nessa vida.
Agora, sonha em saltar de para-quedas.
E vai fazê-lo assim que deixar o quarto branco onde renasceu.
Logo logo isso acontece.
Até chegar ao renascimento, foram dias de batalha.
Precisamente nove meses.
Uma gestação.
As coincidências da vida.
Tempo suficiente para apaixonar uma multidão de conhecidos e estranhos.
Sem esmorecer momento algum.
Estava sempre com o sorriso no rosto, por mais que o corpo forçasse o contrário.
Em suma: é que nem a mãe-guerreira.
Entre varinhas de condão escondidas no quarto e viagens hospitalares, sabe de cor as músicas dos ídolos.
E faz questão de reproduzi-las.
Aqui e lá.
Também desenha baleias.
Muitas baleias.
Mesmo sem saber o significado que elas têm.
O justo significado de (re)começar a vida.
Fantasia dias melhores com o mesmo primor.
Vislumbra a própria festa de aniversário;
a calmaria para o coração da mãe;
a felicidade da avó;
o alívio do pai em vê-lo (enfim) curado;
a certeza de continuidade da caminhada.
Mesmo sem se dar conta, ele ensina a arte da vida.
Porque é na ingenuidade que ela tem cor...
graça...
e esperança.
Acima de tudo esperança.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirValha, nem sabia que tu tinha um blog, ainda mais um blog tão PHODDÃO como esse.
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