quarta-feira, 20 de julho de 2011

A vida a dois.

Anos atrás, era ela quem insistia.
Queria, a qualquer custo, vê-lo encorpar.
Oferecia de um tudo.
E só descansava quando ouvia o "tá bommm, mãe, eu quero".

Foi uma vida inteira assim.
Exatos 24 (quase 25) anos.
Agora, o ciclo se inverte.
É ele quem insiste.

Não por birra.
Mas por pura necessidade.
Necessidade dela...que, aos 83, mais parece uma menina e danou-se a dar trabalho para tudo.

Ao enxergar-se no papel antes da mãe, o garoto ri.
Sequer tem a oportunidade de perder a paciência.
O fato de tê-la ali, pertinho, definitivamente, depois de uma vida inteira, o mantém em êxtase.
Em felicidade constante.

Logo mais, vem o jantar.
E o café...
e o almoço...
e o lanche...
e de novo o jantar...
e a vida a dois.

Nenhum comentário:

Postar um comentário